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A humanidade já sofreu diversos processos de revoluções na indústria e nos setores de comércio e serviço. Profissões que antes eram muito conhecidas caíram no esquecimento. Por exemplo, é muito raro você encontrar um edifício comercial em que o elevador seja controlado por um ascensorista, nos Estados Unidos, a profissão de “lavador de carros” é praticamente inexistente.

A revolução industrial que ocorreu entre o século 18 e 19, foi um exemplo da diminuição de trabalhadores de diversas áreas em favor das máquinas. O que estamos para viver nas próximas décadas supera a revolução industrial. Não serão apenas os setores da indústria que serão afetados por essa revolução, mas também comércio e serviços.

Advogados

Muitos dos trabalhos repetitivos e mais básicos de um advogado já estão sendo substituídos pela inteligência artificial. Uma empresa brasileira, inclusive, já faz uso do Watson, plataforma de IA da IBM. Carol, que é o nome da inteligência artificial, fará as atividades repetitivas, são mais de 100 mil processos judiciais e publicações diárias e novos processos que precisam ser analisados e cadastrados em um sistema próprio. Carol irá automatizar o preenchimento de dados que se repetem em certos grupos de processos judiciais.

O sistema já havia sido utilizado pela Baker & Hostetler, empresa de advocacia americana. Os dados de acerto da IA são espetaculares, quando esse mesmo trabalho é feito por advogados humanos, a média de acertos é de 75%, com o trabalho feito pela inteligência artificial, a taxa de acertos sobe para 95%. E como a IA usa o princípio de machine learning, a tendência é melhorar ainda mais a taxa de acerto com o tempo.

Com o tempo, através da implementação de novas funcionalidades, a IA passará a extrair dados das mais de 100 mil peças de dados como nome das partes, advogados, endereços e resumir as peças processuais.

Outra IA, mas nesse caso do Canadá, consegue acessar um banco de dados com milhões de arquivos judiciais e responder em linguagem natural quais documentos são relevantes para o caso. Essa mesma tarefa, se fosse feita por um advogado demoraria horas. Para a IA, demora segundos.

A verdade é que no futuro, conseguir um trabalho como advogado júnior ficará cada vez mais difícil. A dica dos analistas é estudar uma mistura de advocacia com tecnologia com ênfase em inteligência artificial.

Jornalistas

Nas olimpíadas do Rio de 2016, o pessoal do The Washington Post usou uma inteligência artificial para criar artigos. Como eles mesmo disseram: na olimpíada de 2012 eles tinham editores, repórteres e produtores assistindo as olimpíadas 12 horas por dia. No total foram 330 medalhas e isso usou muito tempo da equipe.

Além disso, outras gigantes da área de comunicação estão para usar inteligência artificial para a construção de artigos. Reduzindo ainda mais a quantidade de jornalistas envolvidos no processo de construção de um artigo.

A dica dos analistas é usar a tecnologia da IA ao favor do jornalista. Ao invés de pensar na IA como um inimigo, pensar como em um grande aliado. Em tarefas repetitivas ou de coleta de grandes dados, a IA pode fazer em segundos, o que demoraria meses.

Motoristas

Tanto para motoristas de táxi, particular e até mesmo motoristas de caminhão. A IA através dos carros e caminhões autônomos prometem reduzir significativamente o número de motoristas no mercado.

Apesar de recentes acidentes envolvendo carros autônomos, o índice ainda é bem menor do que um carro dirigido por um motorista de “carne e osso”. A questão é que, assim como a Carol (IA advogada), carros autônomos fazem uso de machine learning e estão sempre aprendendo com novos modelos, novas situações e novos desafios.

Ou seja, se ocorreu um acidente ou incidente envolvendo um carro autônomo, é bem provável que toda a frota de carros comece a se prevenir, automaticamente, de acidentes similares. Algo que não ocorre com carros dirigidos por pessoas, por exemplo. Além disso, há uma grande diminuição nos custos, sem falar na autonomia e na capacidade de dirigir praticamente 24 horas por dia.

A dica dos analistas não é a melhor resposta que um motorista quer receber, mas é a realidade: se requalifique em outra área.

Analistas Financeiros

Pesquisadores sugerem que 30% dos empregos do setor bancários serão perdidos para a inteligência artificial na próxima década. A área que já vem sendo trabalhada pela IA faz bastante tempo.

Assim como ocorre com os advogados, a dica é mesmo se especializar em um setor que envolva tanto conhecimento do setor financeiro, como também de ciência da computação e matemática.

Trabalho manual, construção

Trabalhos como o de pedreiro, construção civil em geral e até mesmo o ato de colher frutas de um pomar, tudo isso está sendo substituído por robôs. A vantagem de um robô, em relação à um profissional humano é bem clara: trabalhar sem parar, sem descanso e sem intervalo.

No momento atual, no entanto, o uso exagerado de robôs pode ser prejudicial. É o que aconteceu com o Model 3 da Tesla em que, o uso exagerado de robôs prejudicou o número de carros fabricados. A estimativa era de 2.500, mas apenas 2.000 foram fabricados por semana.

No entanto, quanto mais os modelos de automação forem desenvolvidos, menor será o número de profissionais humanos necessários. Até mesmo para tarefas mais… humanas, como controle de qualidade, entre outros.

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