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Cientistas usaram uma rede neural que funcionou de forma mais eficiente do que alguns médicos para diagnosticar Alzheimer. Pesquisadores da Califórnia, usaram a rede neural e demonstraram que, após treinada, a rede neural foi capaz de identificar com sucesso Alzheimer em uma pequena quantidade de pacientes. Esse processo foi feito baseado em scans no cérebro tirados anos antes dos pacientes terem sido identificados com a doença.

O time usou as imagens do cérebro através de imagens FDG-PET. A sigla que significa FDG-PET scan é o nome abreviado para o teste de medicina nuclear chamado, em inglês, de positron emission tomography, tendo como marcador o F-flúor-deoxi-2-glicose (FDG). O FDG-PET foi usado para treinar e testar a rede neural, esse tipo de scan usa um tipo radioativo de glicose que é injetado na corrente sanguínea, o que torna possível observar a absorção desse nutriente pelo corpo humano.

Eles usaram mais de 2.100 imagens de FDG-PET de mais de 1.000 pacientes, treinando a rede neural em 90% deles e testando nos outros 10%. Eles também testaram a rede neural em outro conjunto de dados com 40 pacientes que foram escaneados entre 2006 e 2016 e compararam o resultado da inteligência artificial com o resultado de médicos que analisaram os mesmos dados.

Com o teste separado de dados, a inteligência artificial foi capaz de acertar o diagnóstico em 100% dos casos, e foi capaz de identificar quando um paciente não tinha a doença em 82% dos casos. Ela também foi capaz de diagnosticar um paciente seis anos antes de quando os pacientes foram, de fato, diagnosticados pelos médicos. Comparado com os médicos, 57% conseguiram identificar quem tinha a doença e 91% quem não tinha a doença.

Os pesquisadores também notaram que o estudo tinha diversas limitações, como um pequeno conjunto de dados e limitados tipos de dados para treinamento. Eles também deixaram claro que o algoritmo precisa ser testado de forma mais aprofundada em um conjunto de dados bem maior antes de ser levada à frente. Mas esse resultado já mostra que a IA poderá ser usada por radiologistas no futuro.

Um dos pesquisadores do projeto Jae Ho Sohn afirmou que “se nós diagnosticamos o Alzheimer quando todos os sintomas já tiverem se manifestado, a perda de volume do cérebro será tão significante que será tarde para intervir, mas se conseguirmos identificar com antecedência, temos uma oportunidade de encontrar melhores maneiras de diminuir ou até mesmo parar o avanço da doença”.

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