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A FDA (Food and Drug Administration), espécie de ANVISA americana, aprovou recentemente um dispositivo que faz uso da inteligência artificial para detectar retinopatia diabética. A doença que afeta os pequenos vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. O aparecimento da retinopatia diabética está relacionado principalmente ao tempo de duração do diabetes e ao descontrole da glicemia. Quando o diabetes não está controlado, a hiperglicemia desencadeia várias alterações no organismo que, entre outros danos, levam à disfunção dos vasos da retina.

Para evitar que a retinopatia diabética cause danos severos aos vasos da retina, o diagnóstico e o tratamento devem ser feitos o mais rápido possível. Hoje em dia é recomendado que, pessoas que sofram com diabetes, visitem o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano e realizem o exame de fundo de olho.

Esse procedimento, no entanto, ficará mais fácil. Pelo menos para os norte-americanos. Através de um dispositivo chamado IDx-DR, é tirada uma foto do olho do paciente com uma câmera especial chamada de Topcon NW400. Depois as imagens são enviadas para um servidor que possui o IDx-DR, que através do uso da inteligência artificial detecta o nível de retinopatia no paciente.

O interessante do programa é que o exame pode ser feito em qualquer consultório médico, sem necessidade da consulta com outros especialistas. Além disso, o exame sai extremamente rápido em menos de 1 minuto, diz a IDx, empresa responsável pelo software.

Há, porém, limitações: de acordo com a FDA, não é recomendado que pessoas que já passaram por cirurgias nos olhos, tiveram injeções aplicadas no local ou, ainda, têm problemas de visão em estado avançado realizem o exame.

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