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A supressão viral foi induzida em pacientes com HIV intensamente pré-tratados, após receberem o medicamento investigada Fostemsavir por 24 semanas, juntamente com o tratamento regular.

Pacientes pré-tratados estão entre os mais difíceis de serem ajudados, muitos tem HIV por bastante tempo e desenvolveram resistência à medicamentos e até mesmo à classes inteiras de drogas como os inibidores da transcriptase reversa de não-nucleosídeos, inibidores de protease e muito mais. À medida que as opções diminuem, o vírus ganha vantagem. No estudo BRIGHTE, 86% dos participantes tinham histórico de doenças oportunistas causadas pela AIDS, vários com CD4 abaixo de 20.

Esses pacientes também são os mais excluídos dos testes de novas drogas, por terem uma contagem muito alta de HIV ou por terem uma contagem muito baixa de CD4. Quando eles são incluídos nos testes, geralmente são o grupo de pacientes em que os novos medicamentos possuem o pior desempenho.

Dr. Peter Ackerman, um dos coordenadores dos testes BRIGHTE, apresentou os dados de dois estudos sobre o Fostemsavir: resultados de 48 semanas de estudo randomizado BRIGHTE de 272 pacientes e de um ensaio não-randomizado de 99 dos pacientes mais doentes. O último estudo foi “quase um estudo de uso compassivo” por que era para pessoas para qual nenhum outro medicamento funcionava, disse ele. Doze dos pacientes daquele estudo em particular morreram na semana 48, mas nenhuma morreu por causa do medicamento.

Na semana 24, 54% dos participantes atingiram a supressão da carga viral, conforme relatado anteriormente pela Medscape Medical News, na semana 48 também foram 54% o número de pacientes que atingiram a supressão da carga viral, mas muitos dos participantes não eram os mesmos, pois os medicamentos não faziam efeito, por que morreram, ficaram grávidas, perderam o acompanhamento ou morreram.

Os pacientes que muitas vezes não se saem bem em outros estudos – pacientes mais velhos, pacientes negros e pacientes do sexo feminino – atingiram a supressão viral estatisticamente na mesma proporção que outros participantes. Nesse grupo, as taxas de supressão viral foram mesmo ligeiramente superiores.

É um fenômeno que eles não entendem totalmente, disse Ackerman, mas os pesquisadores esperam que “os dados da semana 96 possam lançar uma luz melhor sobre isso”.

Além de uma longa e lenta diminuição na carga viral, a equipe de pesquisa viu outra coisa: com o passar das semanas, mesmo para os pacientes que continuaram a ter viremia detectável, as contagens de CD4 começaram a aumentar.

“Os pacientes com contagens iniciais de CD4 <20 células / mL tiveram um aumento de quase 150 células / mL na semana 48”, disse Ackerman. “Isso foi igual àqueles que tinham um CD4 de base ≥200 células / mL. Isso muda a vida dessas pessoas em termos de morbidade e mortalidade”.

A apresentação dos resultados do BRIGHTE foi apenas uma das poucas apresentações que mostraram ser promissoras para os médicos que cuidam de pessoas com HIV resistente ao tratamento. Além do fostemsavir, os pesquisadores apresentaram novos dados do ibalizumab, que demonstraram a continuação da supressão viral em pacientes pré-tratados. E os dados sobre o inibidor de entrada MK-8591 (anteriormente conhecido como EFdA) mostraram eficácia melhorada contra o HIV já resistente aos inibidores nucleósidos da transcriptase reversa.

Fonte: Medscape

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