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Disclaimer: Não sou eleitor de nenhum dos dois candidatos citados. Apesar de que teria que escolher entre um dos dois em um eventual segundo turno. Sei que não precisaria dar satisfação, até por que voto é particular, mas que fique o registro: no primeiro turno não sou eleitor nem de Bolsonaro nem de Haddad.

Estatísticas

Semana passada fiz dois artigos sobre as mentiras e as contradições de Haddad e de Bolsonaro. Resolvi fazer um experimento e comprei R$60,00 de anúncios patrocinados tanto para a publicação de Haddad quanto para a de Bolsonaro. O target foram eleitores de 18 a 40 anos, com interesse nos seguintes termos: Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Ciro Gomes, Marina ou Jair Bolsonaro. Ou seja, gastei R$120,00 para testar esse experimento. Abaixo mostro o que apurei nesses 6 dias de campanha (foram 3 dias para cada campanha).

O artigo de Bolsonaro teve 582 curtidas,159 comentários e 6 compartilhamentos enquanto o de Haddad teve 2.600 curtidas, 204 comentários e 41 compartilhamentos. Interessante notar que apesar de tanto compartilhamento, o gráfico de visitas no site permaneceu estável, ou seja, a quantidade de gente que decidiu ler o artigo realmente tanto no post de Bolsonaro quanto no de Haddad foi o mesmo.

No gráfico acima: 21 de setembro foi publicado o artigo de Bolsonaro e no dia 25 de setembro foi publicado o artigo de Haddad. A média de visualizações foi cerca de 30 leitores. Ou seja, de 11.000 pessoas que leram a publicação de Haddad e das 9.9 mil pessoas que leram a de Bolsonaro, apenas 30 pessoas leram de fato o artigo.

Comentários

O que mais me impressionou foi um fato. Quando fiz o artigo de Bolsonaro recebi muitos ataques ad hominem, ou seja, ao invés de atacar o argumento (que não foi um argumento, foi uma exposição de fatos de fontes confiáveis e não de site de fofocas), resolveram me atacar. Quis saber se eu fizesse um artigo similar para o Haddad, os eleitores de Lula/Haddad agiriam com o mesmo tipo de falácias ad hominem ou iriam atacar o argumento. Na real foi bem diferente do que eu imaginava.

Comentários da publicação de Bolsonaro

A publicação que teve mais curtida na publicação foi de uma pessoa que disse “valeu pela informação, mas continuo votando Bolsonaro”. A questão é que a pessoa preferiu partir para a completa ignorância dos termos abordados e continuar com o seu candidato. Nada de novo nessa eleição, já que isso está ocorrendo com todos os principais candidatos, inclusive Haddad/Lula.

Outro comentário que mais teve curtida foi uma falácia ad hominem, que afirma que sou esquerdista e que não entendo do liberalismo, quando na verdade eu não sou da esquerda e simpatizo muito mais com o liberalismo do que ele acredita. Mas devo dizer, curto muito o liberalismo original e não esse supostamente defendido por Bolsonaro. O liberalismo de Locke mesmo. Honestamente, não está nos princípios do liberalismo metade do que o Bolsonaro prega. Inclusive Amoêdo, falou sobre esse liberalismo que o Bolsonaro prega. Esse outro artigo da Veja fala sobre Liberalismo e como ele foi deturpado tanto pela esquerda quanto por candidatos como Bolsonaro e de como seria “aplicado” o liberalismo em um eventual governo de Bolsonaro.

Os três artigos abaixo também continuam na falácia ad hominem, o primeiro diz que a matéria é uma fake news apesar de eu ter usado dados reais da mídia real (aparentemente toda mídia que é contra Bolsonaro ou é de esquerda ou é fake news), o segundo é uma frase pronta que eu acho que deve estar presente em algum material de marketing (é sarcasmo, pelo amor), pois já vi esse argumento diversas vezes publicado por diversas outras pessoas e em terceiro lugar há insinuação de que pretendo fazer campanha para algum candidato específico, o que não é verdade, tendo em vista que o meu candidato provavelmente não vai ganhar essa eleição (não é Ciro, não é Haddad), ou seja, eu poderia processar metade desses comentários por difamação no mínimo…

Assim como nos três comentários acima, temos também dois comentários similares de ataques ad hominem e de insinuações sem fundamentos. Inclusive, os R$120,00 foram debitados do PayPal da minha conta. Sintam-se livres para quebrar meu histórico bancário para saber de qualquer transação feita em minha conta nos últimos, sei lá, 26 anos (fica a dica: tenho 26 anos) que tenha sido feita por algum partido político. Bem que a esquerda poderia me ajudar a pagar a conta do Santander que está alta ou então do Credicard, que esse mês vai fechar em R$900 e eu não faço a menor ideia de onde vou tirar o dinheiro, mas deixa quieto.

Por sinal, como citei no início da publicação: Bolsonaro não era o único candidato que iria receber uma matéria sobre as mentiras e controvérsias dos seus planos de governo e suas entrevistas. Sendo assim, ficaria até estranho eu falar literalmente mal de todos os políticos, mas ter recebido algum valor para fazer campanha para qualquer que seja o candidato. O comentário abaixo foi o comentário mais sem noção que eu recebi, honestamente. De todas as falácias ad hominem, essa realmente ganhou. Inclusive, vou avisar para a Alphabet (empresa controladora do Google, que o domínio deles é fundo de quintal também…).

Os últimos comentários abaixo são similares em seu aspecto: ou atacam o post dizendo que é fake news ou me atacam dizendo que eu sou de esquerda (???).

Todos os comentários na íntegra estão disponíveis na publicação do Facebook.

Comentários da publicação de Haddad

Diferentemente do que achei, foram quase nulos as falácias ad hominem nos comentários de Haddad. E o público do anúncio foi o mesmo tanto para Bolsonaro quanto para Haddad. A maioria dos comentários foram de pessoas comentando “13” (o número de Haddad). Algumas pessoas, no entanto, não entenderam que a publicação falava basicamente mal do candidato. Um dos argumentos ad hominem usados contra mim foi para atacar meu nome, algo que eu realmente não escolhi… Inclusive, o autor do comentário é eleitor do Ciro e não do Haddad.

Muitos comentários eram falando mal do próprio Haddad ou de Lula, algo que é bem diferente do que foi visto no artigo de Bolsonaro, por exemplo. Como, por exemplo, nos comentários abaixo.

Os quatro últimos comentários são similares e mostram basicamente que além dos comentários de 13 e os citados acima, o pessoal se reúne para um certo ódio coletivo ou crítica coletiva também, em alguns casos.

Conclusão

Fica bem evidente, mesmo que a amostragem dos participantes seja pequena (menos de 200 para cada artigo), que o nível de argumentação nessa eleição vai de péssima para pior. Enquanto houver ataques ad hominem, não adianta tentar debater com esse tipo de pessoa, que acredita estar realmente defendendo seu político e fazendo argumentos convincentes (que parecem convencer só aos que pensam igual a eles).

Esse tipo de argumentação, no entanto, não é restrita ao eleitor de Bolsonaro. Por exemplo, eleitores da esquerda começaram a atacar um parente do Bolsonaro por ele aparentar ser homossexual. Não importa se o eleitor é homossexual, negro, pobre, branco, se a visão política dele é defender Bolsonaro, Haddad ou qualquer que seja o candidato, atacar o eleitor não é a solução. Atacar o seu argumento é a forma mais correta de agir, na verdade, é não usar de falácias (que invalidam todo o argumento contrário) para tentar “ganhar o argumento”, quando não verdade, ganhar o argumento nunca deveria ser o objetivo de um debate.

No cenário político de hoje em dia, principalmente se referindo aos eleitores de Bolsonaro, atacar quem produz o artigo parece ser a forma mais normal de argumentar. Não se usam argumentos próprios e parece mesmo uma massa de manobra, todos agindo e reagindo da mesma forma. Essa massa de manobra também é vista quando se trata do PT, por exemplo. Em que os eleitores fingem ignorar boa parte das notícias que incriminam tanto o Lula quanto o próprio Haddad. Além de inúmeros outros candidatos como Ciro Gomes que também possui diversas menções na mídia, principalmente no que tange o seu discurso.

Quando comentei com meus amigos que iria fazer uma série de postagens e iria começar pelo Bolsonaro e também iria fazer sobre o Haddad/Lula, os comentários deles foram quase unânime: você vai ser massacrado. E a ideia era basicamente testar se isso iria acontecer. Me surpreendeu que as ofensas ao autor, no caso eu, na postagem do Haddad foram bem menores do que no caso de Bolsonaro, eu sinceramente esperava ver uma resposta similar dos leitores. Inclusive comentei sobre isso.

Ao eleitor de Bolsonaro, os argumentos são que sou de esquerda (não é verdade), que eu sou eleitor de Lula/Haddad (também não é verdade), que eu não conheço sobre o liberalismo (menos verdade ainda) ou pior que eu fui patrocinado por alguma campanha da esquerda (queria muito, a minha situação econômica se encontra debilitada. No entanto, há uma coisa chamada ética. Se eu sou pago para algo, colocarei que eu fui pago para isso. Tanto é que comentei que a campanha não era financiada pelo PT e sim pelo Google Adsense. Afinal, a única forma de renda deste site é através de anúncios. Creio ter tido um “lucro” de R$-119,00, tendo em vista que devo ter ganho no máximo R$1,00 com a exibição dos anúncios neste site). Os eleitores de Haddad/Lula/Ciro resolveram ignorar o teor da notícia e colocar mensagens de apoio aos seus candidatos, o único que realmente tentou pela falácia foi o que resolveu fazer o comparativo do meu nome ao ex-presidente da Rússia, Bóris Yeltsin (tem várias grafias para o nome dele, Yeltsin é a mais divulgada, mas também se encotra Ieltsin, por exemplo).

Dito isso, fica aqui a minha conclusão: é impossível, no cenário político atual, ter algum debate produtivo em que os dois lados usem de argumentos válidos para defender sua visão. Já vi inúmeros exemplos disso em minha “bolha” social, em que por exemplo, uma pessoa foi contra Bolsonaro e os comentários da sua publicação diziam que ela só era contra Bolsonaro pois era de esquerda e eleitora do Lula (o que se demonstrou uma mentira).

Eu sou contra Bolsonaro não por ser de esquerda, do PT ou anti-liberal. Eu sou contra o Bolsonaro por inúmeros outros fatores, inclusive pelo fato da sua política ser totalmente anti-liberal. O plano de governo é um plano de governo liberal, mas basta você ouvir/ler algumas entrevistas do candidato para entender que o seu governo será tudo menos um governo liberal. Então realmente, posso ser um “esquerdista que não entende do liberalismo” (apesar de não ser de esquerda e entender o que é o liberalismo e como realmente funciona), mas eu gostaria muito de saber quais são essas fontes que esse pessoal usa para compreender o liberalismo. É algum novo tipo de liberalismo? Liberalismo ditatorial militar? Esse liberalismo defendido pelos eleitores de Bolsonaro é algo muito estranho.

Por fim, todas as imagens foram retiradas da minha página no Facebook. Ao publicar e comentar em minha página, que não só é publica, como também usa de ferramentas de divulgação (do Facebook e financiadas por mim), os autores dos comentários acima concordaram em terem suas imagens divulgadas aqui. Até por que, eu poderia processar pelo menos metade dos comentaristas por calúnia e difamação. Calúnia por dizer que eu cometi um crime (ser financiado por qualquer que seja o órgão, partido político ou político e não colocar isso de forma pública) e difamação pelos xingamentos e pela desonra praticada pelos comentaristas.

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