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A China já disse que irá banir carros que usam gás e diesel nos próximos anos, muitos especialistas esperam que a China bana também o uso de carros que não sejam elétricos até o ano de 2030. A China é o maior mercado de carros do mundo, são 25 milhões de carros vendidos todo ano, contra 17 milhões em toda Europa e 17 milhões nos Estados Unidos. O mercado de carros tem projeção de crescimento para 30 a 35 milhões por ano no início dos anos 2020. Além disso, a projeção é que a China cresça ao ponto de superar os Estados Unidos e a Europa juntas no ano de 2030.

Tem outros dados interessantes sobre a China. Por exemplo, eles são os maiores vendedores de carros elétricos do mundo, o governo priorizou a produção de baterias e carros elétricos e a China tem um dos piores níveis de motoristas do mundo.

Uma comparação importante à ser feita são os modelos e o índice de vendas de carros elétricos no Brasil. No país foram vendidas 3.296 unidades de carros elétricos ou híbridos em 2017. Segundo levantamento da Exame, o carro elétrico mais barato à venda no Brasil, custa R$123.435 que é o TOYOTA PRIUS 2018 HIBRIDO 1.8 16V 134 CV. Ou seja, é um híbrido e não um carro 100% elétrico. Alguns carros que estão previstos para chegar no Brasil e são 100% elétricos são: Chevrolet Bolt (custa cerca de R$120.000 nos Estados Unidos), Nissan Leaf (custa cerca de R$94.500 nos Estados Unidos). Outros modelos são híbridos, ou seja, ainda fazem uso de combustível como gasolina, álcool ou diesel.

O seguro de trânsito chinês é um pouco estranho, por exemplo, um motorista que mata um pedestre precisa pagar uma multa única em um valor entre 30 e 50 mil dólares, além disso, o sistema lá não é baseado em “culpa” e sim em restauração dos danos entre as partes. Não há um alto pagamento de seguro para questões como dor ou sofrimento. Além disso, os motoristas chineses são cerca de 2 à 4 vezes mais perigosos do que os motoristas da Europa ou dos Estados Unidos. Isso significa que carros autônomos na China serão, de certa forma, bem mais seguro que nos Estados Unidos, por exemplo. Tendo em vista que os sistemas já são bastante eficazes e por mais que ocorra alguma falha que resulte em um acidente, ainda será menor do que como ocorreria nos EUA, por exemplo.

Comparando o uso de carros autônomos no Brasil, a questão fica mais triste do que em relação aos carros elétricos. O país ficou em uma das últimas posições num ranking de aptidão para carros autônomos. Das 20 nações pesquisadas, o Brasil ocupou a décima sétima posição. Sendo Holanda, Singapura, EUA, Suécia e Reino Unido, as nações TOP 5. As 5 piores nações são: China, Brasil, Rússia, México e Índia.

Neste teste de aptidão, um país precisa ter uma série de requisitos para ser considerado viável para o uso de carros autônomos. São eles:

  • pontos de recarga para modelos elétricos;
  • boa rede de comunicação sem fio;
  • infraestrutura de circulação;
  • legislação para permitir testes sem motoristas;
  • desejo da população de ter autônomos e
  • pesquisa e desenvolvimento de serviços de mobilidade.

No Brasil, há quatro modelos de carros semiautônomos no mercado, o Audi A5, BMW Serie 5, Mercedes-Benz Classe E e Volvo XC90, todos eles são de luxo e custam mais de R$200.000. Esses carro são capazes de estacionar sozinho, acelerar, frear, virar o volante e ficar dentro da faixa em velocidade até 210 km/h, frear para pedestres e animais grandes, aciona o farol, limpador de para-brisa e escurece o retrovisor interno quando necessário e algumas outras funcionalidades. A única coisa que eles não conseguem fazer, é dirigir sozinho. Algo que os carros da Tesla, por exemplo, já fazem.

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