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As interrupções no sono estão associadas à diversas doenças cerebrais como ansiedade, demência e traumatismo cranioencefálico. Muitos estudos apontam que as interrupções do sono são sintomas dessas doenças, no entanto, uma nova série de estudos podem demonstrar que o inverso também pode ser verdade. Os estudos foram apresentados na Neuroscience 2018, a reunião anual da Society for Neuroscience e a maior fonte mundial de notícias emergentes sobre ciência do cérebro e saúde.

O estudo apontou três pontos importantes:

  • Um primeiro olhar sobre o impacto de concussões após longos períodos de privação de sono, constatando que as lesões cerebrais interrompem os ritmos circadianos e reduzem o sono restaurador.
  • Os mecanismos cerebrais subjacentes a um aumento de ansiedade entre as pessoas privadas de sono. Ainda indicam que o sono profundo de ondas lentas é necessário para acalmar regiões hiperativas do cérebro.
  • Um novo papel para um gene chamado astrócito do relógio circadiano, que sugere que os ritmos circadianos interrompidos podem causar neuro-inflamação e piorar patologias como Alzheimer.

“Os estudos apresentados hoje ajudam a aprofundar o nosso entendimento de por que muitos pacientes possuem sono interrompido” disse o moderador da conferência de imprensa do evento Clifford Saper, MD, PhD da Harvard Medical School. “Eles (os estudos) também sugerem que terapias focadas no sono, como terapias que regulam os ritmos circadianos, podem ser benéficas na prevenção e no tratamento de diversas, incluindo Alzheimer, ansiedade e de certa forma enfatizam a importância crítica de uma boa noite de sono para a saúde de todos”.

Fontes: ScienceDaily

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